“É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento”, diz Edgar Morin

O Globo, por Andrea Rangel.

Em entrevista para O Globo, o antropólogo, sociólogo e filósofo Edgar Morin falou sobre o modelo ocidental de ensino.  Segundo ele,  a figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal” de educação.

Morin afirma que o papel do professor precisa passar por uma transformação. “É necessário criar meios de transmissão do conhecimento a serviço da curiosidade dos alunos. O modelo de educação, sobretudo, não pode ignorar a curiosidade das crianças” aponta o filósofo.

Sobre o conceito de conhecimento, o sociólogo critica o método utilizado pelas escolas. Segundo ele,  a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo.

Ao tratar da transdisciplinaridade, Edgar Morin afirma que é ela que possibilita, através das disciplinas, a transmissão de uma visão de mundo mais complexa. Ele aponta, ainda, que  seu livro “O homem e a morte” é tipicamente transdisciplinar, pois nele busca-se entender as diferentes reações humanas diante da morte através dos conhecimentos da pré-história, da psicologia, da religião.

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Ao ser questionado sobre a associação entre a razão e a afetividade no sistema educacional, o antropólogo afirma que é preciso estabelecer um jogo dialético entre razão e emoção. De acordo com ele, não podemos abandonar a razão, e submeter o sentimento a um controle racional.

Além das áreas das ciências sociais, da biologia e da psicologia o entrevistado afirma que a literatura e as artes também são um meio de conhecimento e não podem ser tratadas no currículo escolar como conhecimento secundário. Ele cita, ainda, que as grandes obras de arte, como a música de Beethoven, desenvolvem nas pessoas um sentimento vital, que é a emoção estética, que as possibilita reconhecer a beleza, a bondade e a harmonia.

Por fim, Edgar Morin trata sobre o sistema brasileiro de ensino. Ele diz que o Brasil é um país extremamente aberto a suas ideias pedagógicas, mas a revolução do sistema educacional vai passar pela reforma na formação dos seus educadores. “É preciso educar os educadores. Os professores precisam sair de suas disciplinas para dialogar com outros campos de conhecimento. E essa evolução ainda não aconteceu. O professor possui uma missão social, e tanto a opinião pública como o cidadão precisam ter a consciência dessa missão” conclui Morin.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

Fonte: O Globo

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