A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pretende implementar mudanças no exame de ordem ainda na primeira prova de 2012, com a possível inclusão de questões sobre ciência política e direitos humanos.
As informações são da Folha de S. Paulo:
A OAB nacional instaurou uma comissão para implementar mudanças no Exame de Ordem, como, por exemplo, a inclusão de questões sobre ciências políticas e direitos humanos. A ideia é que a primeira prova de 2012 já seja renovada.
Já está prevista a inclusão de conteúdos do chamado eixo de fundamentos do Direito, que inclui também as disciplinas de filosofia e sociologia geral e jurídica, psicologia, antropologia, economia e ética geral e profissional.
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De acordo com o presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante Júnior, a medida é uma resposta a críticas feitas à prova. “Os coordenadores de cursos em todo o Brasil são unânimes em criticar o exame por não ser voltado a advogados que tenham uma visão crítica e que saibam situar a Advocacia dentro de uma análise mais global”, afirmou.
Os seis membros da comissão formarão um banco de perguntas que servirá para orientar as alterações. “O exame está em permanente construção na busca por equilíbrio, e essas disciplinas são essenciais para formar advogados mais completos”, disse Cavalcante.
O professor do Departamento de Educação da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) João Virgílio Tagliavini, um dos membros da comissão, pretende trabalhar por mudanças no próprio modelo do exame. Ele foi o primeiro a avaliar o que deve ser mudado. “Em média, 85% das questões são respondidas com memorização da lei. Esse tipo de teste hoje já é inútil”, disse. “Queremos uma avaliação que verifique mais a capacidade de pensamento, compreensão e espírito crítico.”
O presidente Ophir Cavalcante nega a prevalência de questões de memorização, mas concorda que o atual modelo é mais voltado para questões técnicas da profissão.
fonte: Folha de S. Paulo.


Rídiculo. Isso que o Presidente disse, afirmou que ele próprio e todos os demais são advogados incompletos. Se realmente haver essa mudança, todos, bachareis e advogados, sejam antigos ou novos, deverão fazer e refazer o exame, afinal, nenhum desses entram em “advogados mais completos”.
Concordo, um absurdo e abuso áqueles que investiram nos estudos e não podem trabalhar sem OAB. Não deveriam ocorrer tantas mudanças em tão pouco tempo. Se o nível de reprovação é alto significa incompetência dos que ministram as aulas, não das universidades ou estudantes. Deveria existir uma renovação para advogados com mais de 10 anos de carreira, sem dúvida muitos seriam reprovados.