Uma análise sobre a crise europeia de 2011 por Jürgen Habermas

Der  Spiegel, por Georg Diez.

Um artigo publicado no site da revista Der  Spiegel, traz a análise que o filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas proferiu, em uma audiência em Paris em novembro de 2011, sobre a crise de democracia na Europa. Durante a audiência, Habermas discutiu a crise europeia, explicando o porquê de a Europa ser uma civilização que não pode decair e como a comunidade global é essencial para conciliar a democracia capitalista.

Segundo Habermas, “estamos verdadeiramente a passar por um desmantelamento da democracia. Não achava que isso fosse possível. Estamos numa encruzilhada […]. A elite política não tem realmente nenhum interesse em explicar ao povo que estão a ser tomadas decisões importantes […]; tudo o que receia é perder o seu poder individual”.

O filósofo falou de uma falta de união política e de uma  economia de mercado controlada pela política. Além disso, ele apontou o fato de que as decisões do Conselho Europeu, basicamente, não têm base  legal legítima. Ele também expôs, no entanto, a oportunidade que se encontra no Tratado de Lisboa de criar uma união que é mais democrática e politicamente eficaz.

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Ademais, ele apontou o dever que a mídia tem de ajudar os cidadãos a compreender a influência da UE em suas vidas. Assim, os políticos entenderiam quão grande é a pressão que cairia sobre eles se o sistema europeu falhasse.

Habermas não ofereceu resposta concreta para a questão do caminho a ser tomado pela democracia e pelo capitalismo. Tudo o que ele ofereceu foi o tipo de visão que um teórico constitucional é capaz de formular: a “comunidade global” terá que resolver o problema. No meio da crise, ele ainda viu “o exemplo do conceito elaborado da União Europeia de uma cooperação constitucional entre os cidadãos e os estados”, como a melhor maneira de construir a “comunidade global de cidadãos.”

Por fim, o grande filósofo alemão alertou: “Se o projeto Europeu falhar, então será uma questão de quanto tempo vai demorar para se alcançar o status quo de novo. Recordemo-nos da Revolução Alemã de 1848; Quando falhou levamos 100 anos para recuperar o mesmo nível de democracia que antes.”

Fontes: Retrato e Der Spiegel

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